Fragmentos - uma reflexão sobre vida, morte, luto e consciência
- CGAMello

- 1 de mar.
- 2 min de leitura
Atualizado: 4 de mar.
Nós construímos nossos mundos e a nós mesmos; em grande parte, a partir de experiências infantis, medos, traumas e inconsciência. Mas o despertar é diferente, ele é a desconstrução – é um desfazer progressivo de equívocos, ilusões e fragilidades. Adquirimos consciência e dissolvemos o véu. Nada vem sem esforço e trabalho.
Comecei a escrever e eram apenas fragmentos; tudo se resumia a mais um modo de elaborar o luto pela morte da minha filha. Com o tempo, esses fragmentos se ordenaram, integraram e encadearam, e surgiu um fluxo que se impôs, orgânico. Não houve projeto, nada foi planejado. Eu não havia pensado em escrever sobre Experiências de Quase Morte (EQMs) de modo tão central, por exemplo. Quando me dei conta, o material estava “vivo” e se "autogestou". E o livro surgiu dessas pequenas porções, que já eram partes de algo maior, mesmo que eu ainda não vislumbrasse.
Nele, eu falo da minha experiência de dor, sofrimento e aprendizado e também das minhas buscas por respostas, em vários campos – Quem somos, de onde viemos, por que estamos aqui? Qual é o nosso propósito de existência? Aonde está o sentido Como as coisas funcionam? O que é tempo, morte e consciência? Como podemos viver, sem medo e anestesias? – Essas e outras questões essenciais (comuns ao humano, desde sempre) são as perguntas que eu também faço a mim mesma.
As poucas respostas (e os muitos indícios) que obtive me pertencem, são pessoais, resultados de uma pesquisa subjetiva e experienciada, e eu não tenho a pretensão de transformá-las em “verdades universais” ou impor qualquer coisa aos outros, embora seja deliciosa a ideia de compartilhar (e eu gosto disso). São os meus achados, coisas que compreendo neste ponto do caminho, de um trajeto sem fim, que se estende adiante.
Hoje, eu percebo que, a cada passo, a realidade se transforma e me transforma, forjando o caminhar e abrindo novos espaços em meus mundos internos. As descobertas são permanentes.
Convido você a navegar por essas páginas - repletas de sentimentos, curiosidade e perplexidade - compartilhando minhas ansiedades e reflexões e (quem sabe) algumas descobertas e compreensões. Eu gostaria de dar as mãos a você - leitor, leitora - e andar por essas trilhas, confusas e intrigantes, lado a lado, para que nos ajudássemos mutuamente nessa estrada. Sempre me sentirei grata, pelos que aceitarem esse convite!
- CGAMello




Comentários