Vejo como sou - uma estrada sem fim
- CGAMello

- 1 de mar.
- 2 min de leitura
Atualizado: 4 de mar.
Sempre gostei de ler e sonhava escrever livros, mas isso se dissolveu e a escrita dos meus dias se transformou em jornalismo, comunicação de governo, apelos de marketing e propaganda e conteúdos técnicos e institucionais. Percebi que alguma coisa permaneceu à espreita (em um mundo paralelo), flertando com palavras surpreendentes que (de vez em quando) contavam alguma coisa da vida; mas era só isso.
Em maio de 2024, quando completou um ano da morte da minha filha, escrevi uma carta a ela e, a partir daquele dia, voltei a pensar no papel; comecei a permitir que meus sentimentos escorressem, além das lágrimas, pelo teclado. Escrever me ajuda a internalizar aprendizados; para mim, é mais uma ferramenta de trabalho interior do que qualquer pretensão literária.
Tenho escrito sobre minhas descobertas recentes (que envolvem muitas questões) e quem dá o tom da conversa é o meu processo de luto.
Neste livro, estão algumas dessas crônicas do cotidiano, que também foram "semente" para o meu primeiro livro publicado – “Fragmentos, uma reflexão sobre vida, morte, luto e consciência”, onde falo da minha experiência de dor e aprendizado e também das minhas buscas por respostas, em vários campos – Quem somos, de onde viemos, por que estamos aqui? Qual é o nosso propósito de existência? Aonde está o sentido? Como as coisas funcionam? O que é tempo, morte e consciência? Como podemos viver, sem medo e anestesias? – Essas e outras questões essenciais (comuns ao humano, desde sempre) são as perguntas que também faço a mim mesma.
Quanto mais vivo, menos certezas tenho. Hoje, compreendo que o mundo que vejo não é a verdade, mas apenas o que eu sou. Acho graça, gosto e me divirto com isso (e sigo aprendendo...). Eu falo do que vejo. Mas, se sou o que vejo, então (no fundo) eu falo é de mim!
- CGAMello




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